Menor é apreendido em Aruanã por sequestro de índia

Delegado acredita que jovem tinha intenção de coagir a índia ou de raptá-la novamente
Angélica Queiroz
Em 27/11/2012, 16:19

Um menor, de 15 anos, foi apreendido em Aruanã, a 315 quilômetros de Goiânia, no último final de semana. O rapaz faz parte do grupo que sequestrou a índia karajá Mayara Kelly Kuabiru dos Santos, de 13 anos, em abril.

O delegado de Aruanã, Paulo Ribeiro da Silva, explica que a índia foi sequestrada porque um grupo de ciganos queria que ela se casasse com esse rapaz. Por isso, o delegado acredita que o menor tinha a intenção de coagir a índia a ir embora novamente com ele ou de raptá-la mais uma vez.

O cigano estava sozinho e tinha passagens interestaduais de volta para o local onde o grupo provavelmente está. Paulo Ribeiro conta que a menina estava na cidade de Aruanã quando encontrou com o suposto noivo. Ela chegou a conversar com ele, mas voltou para a aldeia e contou para o pai, que chamou a polícia.

O delegado explica que a polícia agora pretende chegar ao restante do grupo que participou do sequestro. “Já temos retratos falados de outras três pessoas, além do menor que está preso”, adianta.

Desaparecimento

Paulo Ribeiro esclarece que a menina não viajou com os ciganos por vontade própria e que ela se negava a casar com o noivo arranjado e por isso sofreu agressões físicas. No entanto, o delegado ressalta que exames comprovaram que a índia não sofreu agressão sexual.

Mayara contou à polícia que nos sete meses em que ficou sob poder dos ciganos esteve em várias cidades do Paraguai, Argentina, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O caso

Na última sexta-feira (23), Mayara retornou para a casa da família na Aldeia Buridina, em Aruanã, após sete meses desaparecida. No dia 14 de novembro ela foi encontrada e resgatada pelo Conselho Tutelar de Igarapé, há 35 quilômetros de Belo Horizonte.

Já no dia 4 de abril, a índia saiu com uma amiga para tomar sorvete na cidade. Na sorveteria, um grupo de ciganos fez promessas e ofereceu dinheiro para que elas seguissem com eles até uma festa em uma fazenda da região. Mayara aceitou o convite. Depois disso não foi mais vista. A família só registrou boletim de ocorrência cinco dias após o sumiço da menina, o que dificultou o trabalho da polícia.


EDIÇÃO DIGITAL


Ed. 2422 de 25/06/13





TWEETS @JORNALOHOJE


© 2012 - Jornal O Hoje - Todos os direitos reservados.
Reprodução parcial permitida desde que citada a fonte.
Home | Anuncie | Fale Conosco