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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009, 10:53

Governador reconhece empenho de Assembleia

A aprovação de importantes projetos de lei que enviou à Assembleia Legislativa é uma prova de que continua tendo apoio suprapartidário. A avaliação foi feita ontem pelo governador Alcides Rodrigues (PP), em reunião com o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, testemunhada pelo líder do Governo na Casa, Evandro Magal (PP).

“O governador mostrou empolgação com a aprovação dos empréstimos junto ao BNDES. É um final de ano que Alcides comemora”, disse Magal da tribuna da Assembleia, citando ainda a negociação com a Eletrobrás para a liberação de empréstimo de R$ 1,3 bilhão para a Celg.

No início da semana, ele havia comentado uma suposta movimentação da bancada tucana, que teria por objetivo obstruir a votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa. O governador disse desconhecer o fato, ressaltando que continuava tendo o apoio da Casa na aprovação de matérias importantes para Goiás.

E foi o que aconteceu. Nesta quarta-feira, a Assembleia aprovou pedido de autorização do Legislativo para o governo fazer empréstimos na ordem de R$ 284 milhões. A proposta de ampliação do programa Renda Cidadã e matérias de ordem tributária também foram aprovados, assim como o plano de cargos e salários da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Alcides, que tomou café ontem de manhã com vereadores de Goiânia, no Palácio das Esmeraldas, e, em seguida, participou da abertura do Seminário Atuação Consular Brasileira: Migração e Tráfico de Pessoas, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, não falou com a imprensa. Dos 35 vereadores, apenas dois não compareceram ao Palácio – Paulinho Graus (PDT) e Paulo Borges (PMDB). A eles, Alcides fez uma explanação das ações do seu governo e os investimentos para 2010. A primeira-dama Raquel Rodrigues participou do café da manhã, assim como o vereador licenciado Deivison Costa (PTdoB), que ocupa uma Secretaria Extraordinária, e o secretário de Ciência e Tecnologia, Joel Santana Braga.


Acordo com Ministério de Ciência e Tecnologia

Um acordo de cooperação técnica para implementação do Programa Rede Pró-Estados da Região Centro-Oeste, de pós-graduação, pesquisa e inovação, foi feito ontem, em Brasília, entre o Ministério de Ciência e Tecnologia e o governo de Goiás.

Na avaliação do governador Alcides Rodrigues, este acordo salda uma dívida importante com o Cerrado e o Pantanal brasileiro e corrige uma falta em relação à pesquisa sobre estes indispensáveis biomas. O programa,  previsto para ser iniciado no próximo ano, vai envolver estudantes e professores de pós-graduação de 15 instituições de ensino superior do Centro-Oeste.

O Procentroeste propõe o estabelecimento de uma rede de pós-graduação, pesquisa e inovação, e foi construído considerando a capacidade instalada na região no que se refere à formação de recursos humanos, à produção do conhecimento científico tecnológico e a iniciativas que visam inovação, com o objetivo maior de beneficiar a sociedade em geral e, específica e inicialmente, no âmbito de dois importantes biomas nacionais, o Cerrado e o Pantanal.

O Cerrado constitui uma área de 2.055.034 km², dos quais 57% estão no Centro-Oeste, que, por sua vez, possui uma extensão de 1.600.558 km². O Pantanal ocupa uma área de 151.199 km² e está em sua totalidade no Centro-Oeste. O bioma ainda exerce maior influência no Pantanal do que qualquer outro domínio morfo-climático e constitui a formação mais representativa (36,4%), da vegetação do Pantanal.

Dados indicam que mais de 40% e 12% do cerrado e pantanal, respectivamente, estão em estado de degradação motivado principalmente pela utilização de forma não sustentável. Logo, necessitam ser resgatados em seu potencial com urgência, para a garantia da vida no planeta.

Objetivos

O Procentroeste pretende, inicialmente, consolidar os programas de pós-graduação já existentes na região, criar novos cursos de pós-graduação na temática ambiente, aumentar qualitativa e quantitativamente a produção científica e tecnológica e  criar condições para implantação da cultura da inovação no Centro-Oeste.
O valor total para execução do Plano Operacional 2009-2012 ficará em torno de R$ 150 milhões, sendo R$ 100 milhões do Ministério de Ciência e Tecnologia e R$ 50 milhões  dos governos estaduais (Secretarias de Ciência e Tecnologia e FAPs)  e Fundação Capes. (Venceslau Pimentel)

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